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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Alterações climáticas podem reactivar vírus da varíola

Mäyjo, 19.12.14

Alterações climáticas podem reactivar vírus da varíola

Em tempos foi uma das doenças mais temidas pela população mundial. Pensa-se que o vírus da varíola teve origem há cerca de três mil anos na Índia ou no Egipto, tendo sido um dos piores flagelos da humanidade. A varíola, conhecida pelas erupções cutâneas e bolhas de pus que provocava, foi erradicada em 1979.

Porém, existe agora o receio por parte da comunidade científica de que a doença possa ser reactivada e nos locais mais improváveis, como o pergelissolo – ou permafrost. Vários cientistas temem que devido às alterações climáticas este solo permanentemente congelado, que já está a descongelar na Sibéria, possa expor cadáveres que foram infectados pela doença e reiniciar um novo ciclo de infecção, caso haja contacto com os cadáveres.

Esta probabilidade já é postulada há algumas décadas mas a descoberta na última semana de um vírus gigante, tal como o vírus da varíola, com cerca de 30 mil anos, veio reacender o debate. O vírus em questão foi encontrado a uma profundidade de 30 metros no pergelissolo da Sibéria. Posteriormente, o vírus – que foi baptizado de Pithovirus sibericum – foi reactivado em laboratório. Ainda assim, ele é inofensivo para seres humanos e animais, podendo, no entanto, afectar organismos unicelulares.

Varíola é resiliente quando congelada

Tal como este vírus de 30 mil anos, os cientistas temem que os cadáveres das vítimas da varíola possam conter o agente causador da doença, ainda que inactivo, que se pode reactivar ao descongelar. O cenário é apenas hipotético, mas existe essa possibilidade. Caso aconteça, a reactivação do vírus pode iniciar uma pandemia global.

A varíola é conhecida por ter aniquilado populações na região do Árctico e da Sibéria em séculos passados e pensa-se que o vírus pode estar inactivo debaixo da terra, porque o solo está congelado. Em regiões mais quentes, os corpos apodreceram e o vírus não foi conservado. A varíola é resiliente quando congelada e o pergelissolo já revelou outros tipos de bactérias e vírus – ainda que inactivos, estavam conservados – com três milhões de anos.

Até agora, as tentativas para comprovar a hipótese de que a varíola possa estar inactiva nas regiões geladas foram infrutíferas, já que os cientistas que fizeram escavações para recuperar corpos de vítimas da varíola no Alasca e na Sibéria não conseguiram recuperar nenhum vírus viável dos restos mortais.

Antes de ter sido erradicada, a varíola era fatal em 30% dos casos. Os que não sucumbiam à doença ficavam cegos ou com marcas para toda a vida. Estima-se que tenham morrido 300 milhões de pessoas infectadas com o vírus durante o século XX. Não existe cura para a varíola, mas existe uma vacina eficiente que impede a infecção até quatro dias depois de a pessoa ter estado exposta ao vírus.

Actualmente, o vírus está preservado em dois laboratórios – um nos Estados Unidos e outro na Rússia. Contudo, alguns governos acreditam no risco de o vírus estar conservado em outros locais.

Foto:  Soil Science @ NC State / Creative Commons

2013 foi o ano com os maiores níveis de emissões de CO2 de sempre

Mäyjo, 19.12.14

2013 foi o ano com os maiores níveis de emissões de CO2 de sempre

Precisamente na altura em que é imperativo diminuir as emissões de CO2 para evitar consequências desastrosas para o planeta, as emissões de gases com efeito de estufa continuam a aumentar. 2013 estabeleceu um novo recorde de emissões de: foram emitidas 35,3 mil milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera.

Os dados são da European Union Joint Research Center, que divulgou o habitual relatório anual sobre as emissões a nível global esta quarta-feira. O documento enquadra as emissões da produção e combustíveis fósseis e as emissões da indústria, especialmente da área metalúrgica e cimenteira.

O novo recorde de 2013 ficou a dever-se principalmente às economias em desenvolvimento: o Brasil emitiu mais 6,2%, a Índia mais 4,4%, a China mais 4,2% e a Indonésia mais 2,3%. Os Estados Unidos, o maior emissor de gases com efeito estufa, voltou a emitir mais poluentes depois de uma ligeira estagnação em anos anteriores. “As emissões aumentaram 2,5% nos Estados Unidos devido a uma mudança na produção energética do gás para o carvão, aliado a um aumento do consumo de gás”, lê-se no relatório, cita o Motherboard.

O lado positivo, como é destacado no documento, é que a taxa do aumento das emissões está a diminuir: “as emissões aumentaram a uma taxa menor (2%) do que a média na última década”. O relatório observa ainda uma dissociação entre o PIB mundial que está a crescer mesmo quando as emissões de CO2 são mais lentas. Tal deve-se a uma maior aposta numa economia de serviços em vez de uma economia industrial.

Porém, esta dissociação não está a acontecer a um ritmo suficientemente rápido. De acordo com as estimativas feitas pelos cientistas, o planeta ainda tem aproximadamente 1.200 giga toneladas para emitir antes dos níveis da água do mar conseguirem destabilizar a civilização humana.

Foto: nikosmchairas / Creative Commons